JMAC - DE AGUA AGUA
Francisco Espregueira
JMAC - "De Agua Agua"
Use the form on the right to contact us.
You can edit the text in this area, and change where the contact form on the right submits to, by entering edit mode using the modes on the bottom right.
Rua Álvaro Gomes, 89, 4º Esq
Porto
Portugal
+351916574834
Webmagazine and record label on underground house music & contemporary jazz. We're about music released by independent artists and labels.
Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes
Filtering by Category: Hip Hop
JMAC - "De Agua Agua"
Chega o momento de apresentar "By Nights" de Yogisoul. Com lançamento marcado para dia 17, já rodam no Sótão umas 5 músicas do álbum. Essas que me têm acompanhado nos últimos dias. A tranquilidade de batidas lembrando Dilla e palavras com sotaques diferentes. Tudo fluindo com doses grandes de leveza e melancolia. Noite fora, "By Nights", ouve-se com pouca luz.
Porque sigo com entusiasmo aquilo que o rapper norueguês Ivan Ave vai fazendo, acabei por ir sendo exposto aos seus feeds. É desses rastros, dessas pistas, que descubro outro comparsa norueguês: Yogisoul, produtor. Tudo tem sido desvendado aos poucos. Por isso, a lista é feita por ordem cronológica. A primeira, "City Nights", foi isco para mim. Eu mordo, claro.
Sou apanhado na semana seguinte a decorar a letra de "Kodak Gold", o single escolhido. Ivan Ave está lá com MoRuf. Cada um com seu estilo inconfundível de cuspir palavras. Dois cabeças de cartaz do Sótão. Conterrâneos, Yogisoul e Ivan Ave estão feitos um para o outro, colaborando de novo em "Intentions".
Lumi HD aparece como novidade. Em "Here & Now" enche a música com a sua voz, trazendo vibes diferentes que se encaixam naquilo que perspectivo do álbum. A luz que é pouca, a leveza e a melancolia que fluem facilmente, os sotaques que são diferentes e as batidas são tranquilas. Pela noite.
Do Sótão pró infinito. "Let it bump".
Chegou. Vamos KAYTRATUDO nisto!
Enquanto escrevo chega-me aos ouvidos o novo álbum do produtor do momento! Já tinha ficado com água na boca com "Glowed Up" em colaboração com "Rei" .Paak, mas agora é momento de ir-me sentar no Sótão... deito-me mais tarde que se f***! Com calminha, ainda vou ouvir tudo enquanto escrevo. Uma Super Bock, tabaco, sento-me... por pouco tempo. "Track Uno" vai-me tirando do cadeirão.
KAYTRANADA - "Glowed Up" (feat. Anderson .Paak)
Ao mesmo tempo vou lendo umas cenas sobre o que teve por trás do álbum, descobrindo que o gajo andou aí desesperado para acabá-lo. Noite toda a produzir, dia todo a dormir, ciclos manhosos. Tudo com base num background depressivo, dificil de reverter. Fodasse... pela sua música pensava que Kay era um tipo todo "lá pa cima". As cenas dele são capazes de virar qulaquer pista de dança ao contrário! Mas realmente agora toca a "Bus Ride" e sento-me de novo. Grande faixa, grande vibe. Calma. Vou ouvir tudo.
“Cheerful and Utopian”
Continuo por "Got It Good" e "Together" e começa a formar-se algo muito consistente. Ritmo insaciável que me leva pela Disco, Soul R&B e Hip Hop. Bounce! Insaciável. E colaborações? Já falei de .Paak. Mas Craig David, AlunaGeorge, GoldLink, River Tiber, Vic Mensa, BADBADNOTGOOD, Phonte, Shay Lia, Little Dragon, Syd tha Kid... é demasiado. Abusadíssimo!
"One Too Many" = festa; "Despite the Weather" é a minha cena... flow... onda; um interlúdio antes de "Glowed Up" e de "You're the One" com Syd no vocal a pedir o passo de dança; eu contigo baby; "Vivid Dreams" confunde-se com a anterior...
Leio as palavras: cheerful and utopian. Sem tirar nem pôr. Músicas nostálgicas sobre dança. E "Leave Me Alone", já muito conhecida, é exactamente isso. A nostalgia de dança... com a batida pesadona a rebentar. Sexy. A 15ª, e última, está na linha... balas disparadas contra mim, impotente face à masterpiece que isto está. "Bullets" significa terminar em beleza.
"99.9%" está tudo para mim. Está tudo para o meu Sótão. KAYTRATUDO em 59m:08s. Cortesia da fábrica de magia: XL Recording.
PS: infelizmente o álbum ainda não está por aí na web para meter aqui tudo. Fico com a missão séria de atualizar este post e de deixar outras nas playlists.
EDIT: Aqui fica a página do Spotify! Viciado na 11 e 12...
De "I-95" fiquei com as brisas quentes e húmidas dos fim-de-tardes tropicais que vivi... Os finais de dia com sentimento de dever cumprido em relação ao que faço da vida, segurando uma cerveja cuja frescura se vai perdendo rapidamente. Para Mozaic, "I-95" é a jornada desse ano de 2014 que o levou da escuridão à luz.
Descobri-o no Sótão, há um ano e meio atrás. Nas minhas rotinas diárias e nocturnas, carregadas de uma ressaca doce de um Sudeste Asiático que mexeu comigo e dessa brisa que ainda batia na minha cara.
Mozaic - The Tropics
“When I hear music, I see pictures, stories, moments. Then I take what I see, create it, and own it.”
As minhas três favoritas do álbum aparecem seguidinhas... a nona, a décima e "The Tropics", aí em cima. Jóia. Na lista, adiciono-lhes um arranjo de "Cha Cha", porque os trópicos chamam-me de novo e eu vou ter com eles.
A curiosidade que me invade em ouvir "Everything's Beautiful"... O álbum, que sai a 27/05, surge do atrevimento de Robert Glasper em pegar nas cassetes perdidas de um dos maiores ícones de sempre da música afro-americana, Miles Davis. A missão tem tanto de heróica como de arriscada.
Com colaborações vindas do além, o produtor americano juntou Miles aos artistas que, com certeza, ele gostaria de trabalhar se estivesse vivo. Badu, Stevie, Bilal, entre outros. Dada a explicação, faço uma pausa para me babar...
“Based on Miles. Based on Miles vision. Based on Miles trumpet. Based on Miles voice. Based on Miles compositions... Based on Miles swag.”
Miles Davis, Robert Glasper, Bilal - Ghetto Walkin'
Miles Davis, Robert Glasper - Violets (feat. Phonte)
Depois de ouvir em repetição as duas aí em cima entrei num alvoroço... Não sei bem explicar mas por um motivo qualquer pensava que já não tinha uma das minhas faixas favoritas. Daquelas favoritas desde sempre. Daquelas que chamo minhas! O meu som!
Estava no metro e precisava de ouvi-la... com aquela atitude tipo: "Senão tiver esta ***** aqui sou o maior nabo de sempre!". Rápido, rápido pelo iPod e... intacta. Minha. A letra veio-me à cabeça, como se não tivesse passado tempo nenhum desde a última vez que a ouvi. Mais do que isso a batida e Miles, na trompete. Lendário.
Miles Davis feat. Rappin Is Fundamental - The Doo-Bop Song (1992)
Sempre com a sua imagem de marca bem definida, IAMNOBODI ressuscita nas colunas do Sótão. Durante a semana, com companhias perfeitas, foram várias as vezes que me sentei a ouvir estas batidas cheias de onda e profundidade! "Imani" é o novíssimo EP do produtor alemão, que sendo fiel ao seu estilo, leva-o rumo ao infinito... Eu, pelo menos, comprometo-me a partir daqui, ao estilo de um profeta, a passar a palavra. Este é para brilhar, vos garanto!
Nunca tinha escrito sobre este tipo e sobre o seu super poder que se activa nas suas produções. Apesar de ter indo postando, de tempos em tempo, pequenos pedaços de ouro nas playlists semanais, é com a chegada de "Imani" que fico sem opção... Entre a espada, de escrever sobre ele, e a parede, de ter que escolher umas músicas de aperitivo, deixo as duas que tiveram mais poder em mim... aquelas que me puseram ao largo de mim mesmo. Adiciono "27" para abrir ainda mais o apetite!
IAMNOBODI... é cara chapada deste Sótão!
Uma das minhas favoritas do ano de 15'! A parceria de Chet Faker e GoldLink explicada e reproduzida aí em baixo. Algo de escuro e hipnotizante... Uma letra de arrebatar em cima de uma batida musculada. Ouço e ouço murmurando as palavras de GoldLink, que têm tanto de sujas como de encantadoras. Sinto-as no meu interior mais profundo.
“I got a hundred million dollars for you
I saved the money just to spend it on you”
Songs from Scratch is an original series from Yours Truly and adidas originals that documents and delivers new songs, from scratch. Each song is the result of a curated collaboration between artists whose craft and passion inspire action.
Chet Faker x GoldLink - "On You"
Meia-noite no Sótão. A altura certa para ligar as colunas baixinho. O nível de bass mais elevado do que o normal. Um candeeiro e um cigarro acesos. Ambiente de relaxe, semi-deitado numa cadeira velha, só porque tudo aqui é velho. Bem... tudo não.
Os ritmos do Baile Funk estão de volta às colunas, trazendo consigo a tropicalidade com que sonho diariamente. Desta vez de toque e de feitio suave para tornar todo este momento perfeito.
“Slowaves, beats, life.”
Kryone é um tipo mexicano que tem sido divinal a enquadrar a loucura vinda das favelas brasileiras nas suas produções. As suas cenas soam a sensual, a profundo e a atmosférico. Pouca luz e fumo. Algo de misterioso. A playlist não foge dessa onda. A tropicalidade imperará sempre no Sótão, hoje viajando ao comando de Kryone para sítios quentes, onde me passearei calmamente de câmera na mão.
Pronta a disparar.
Do Sótão pró infinito.
Um dos nomes a decorar. Será já o líder de uma nova onda de originalidade e consciencialidade no hip hop britânico. Com 20 anos, Ben Coyle-Larner, re-baptizado como Loyle Carner. O sotaque bem puxado, fez me lembrar Mike Skinner, o homem por detrás do lendário projecto The Streets, seguindo Carner linhas semelhantes nas suas letras. Semelhantes, porque fala de dentro para fora, expondo a sua vida nas letras com crueza.
Loyle Carner - Ain't Nothing Changed
Depois de já ter abrido para Joey Bada$$, na sua tour pelo UK, tem lançado uns EP's que deixam a água na boca para o álbum que vai sendo preparado, sem prazos para cumprir... liberdade para criar será a melhor receita. Segurando a sua toalha, vai "cuspindo" as letras por palcos britânicos, suando, ganhando o reconhecimento que merece. Um talento de verdade.
"Tierney Terrace", vindo de um EP com o mesmo nome; "BFG", de "A Little Late"; e "Cantona", dedicada ao seu pai. Três que compõem a lista que introduz n' O Sótão Loyle Carner. Este veio para ficar.
Siga sentar aí e ouvir!
A #34 está no ponto perfeito. Estava agora a ouvir de novo as que esta semana passaram pelos meus headphones e foi uma meia hora de paz... O domingo do Sótão no seu melhor, com uma playlist de fim-de-semana direccionada para a semana e tudo o que esta inclui. Uma viagem por onde voçês quiserem.
"...this all from the heart and shit"
JuJu Rogers - From the Life of a Good-For-Nothing (2015)
De Berlim voo para o Sótão e sento-me para ouvir "From the Life of a Good-For-Nothing". O americano-germânico JuJu Rogers tem aqui algo de muito, muito valor. Inspirado num clássico romance alemão de Eichendorff, o álbum acompanha um jovem músico que deixa a casa para concretizar os seus sonhos. Lá está, um sonhador ingénuo que se vira sozinho e que chega lá... ao "infinito". Do Sótão pró infinito não é? E o álbum, conceptual, representa essa história, em que o personagem principal é JuJu ou talvez muitos outros que se lançam ao mundo, sonhando.
JuJu Rogers - Introduction (prod. Twit One)
Editado pela Jakarta Records, "FTLOAGFN" veio à ribalta com a colaboração de Oddisee em "Dreams", mas vale pelo seu todo. Altos e baixos da perseguição ao sonho espalmados nas letras que serpenteiam em batidas que me tocam... impressionantes. Na prateleira do lado, a primeira. "Introduction". Perfeita a dar a conhecer o intérprete... "My name is JuJu, just in case you never heard of me!" Depois em baixo a lista com os sonhos.
Antes de mandar isto do Sótão pró infinito recomendo irem ao link em cima e ouvirem o final da história em "Long Way" (que não está nem no Youtube nem no soundcloud). Dos pés à cabeça, da cabeça aos pés um álbum lindo de morrer. O sonho de JuJu Rogers no Sótão.
Fixado naquilo que mais me passou pelos ouvidos durante a semana... Voo sobre Berlim, pela editora Jakarta Records, de onde trago faixas de JuJu Rogers, Bluestaeb e, claro, Ivan Ave. Junto-lhes coisas novas como a de Charlie Bucket & Co., que me põe de pé, e a de Kryone, que me acalma. Para completar, ainda incrédulo, a batida de Kojack's.
Strange Fruit Project e a dupla Appolo Brown & Guilty Simpson foram dicas de ouro. 8 faixas. Tudo gente boa! Uma playlist do caraças!
Cliquem play e sentem-se no Sótão...
Ivan Ave - Helping Hands (2016)
"Após longas e repetidas noites de agitação, o resultado surge... emergente... esvai-se a permanente inquietação..." E com a mãozinha de Mndsgn (lê-se mind design), que produz todo este aparato, temos "Helping Hands" de Ivan Ave. O Norueguês já há muito prometia algo deste género, mas hoje, dia de lançamento do álbum, dedico-lhe este Sótão. É dele.
Confesso, que não estava a par que seria hoje, a data marcada para "Helping Hands", mas outro dia um amigo mandou-me "The Circle" e só não parei de a ouvir porque entretanto, houve Paak e outras cenas. Percebi, então, que estava para chegar algo especial. A agitação daquela espera foi esbatida por outra faixa que foi largada no soundcloud: "Free Shit", merda à borla... fascinado pelo feeling 80's que a produção de Mndsgn traz e pela voz de Ivan Ave a deslizar por ali abaixo.
Mas hoje a emergência de ouvir o álbum consumiu a minha manhã, e vi esse tal desse... feeling reproduzido em 11 faixas, uma de cada vez. O lado B... pxuuu... nem te vou dizer o que este lado B é! Começa na sétima, "The Circle" (claro!) e passa por "Forks", "I Do" e acaba em "Obedience", que já conhecia de um EP do ano passado. Foi demasiado bom. O lado A, do mesmo nível... "Moves" e "Free Shit" (clarooooo!) à cabeça.
5 em 5 para Ivan Ave com este "Helping Hands". Pró infinito, com paragem em Oslo.
Simon Jefferis é uma das boas supresas dos últimos tempos. Sem voz, as músicas falam lindamente de nostalgia. Nos mesmos terrenos do seu conterrâneo Tom Misch, Simon J toca as suas guitarradas sob uma batida de hip hop... com licença para impressionar.
Não existe ainda muita coisa lançada, mas das cinco que voam pelo Soundcloud, "Down The Road Again" é aquela que me enche as medidas por completo. Ando a ouvi-la enquanto a vida me passa pelos olhos... de casa para o metro, do metro para o autocarro... e vice-versas. Vezes sem conta. Posso me queixar? Claro que não, com esta banda sonora é fácil.
Ficam três faixas para andar levemente pelas cidades, se chover... ainda melhor.
Ando ocupado em livros, metros, autocarros mas sempre com os headphones a isolar-me, qual anti-social... A música não deixa de tocar e a #32 está perfeita. Sete balanceadas no Neo Soul (Aaron Taylor, é nome para relembrar!) , na Electrónica, no Hip Hop do Sótão. A quarta é uma beleza... estava aqui ouvir aquilo que vou publicar, né? É mesmo muito porreira, vou continuar pela quinta, pela sexta até à perfeição da sétima.
Do Sótão pró infinito...
Momento de chill... a batucada da chuva no telhado e o baixo acentuado, característico deste Sótão. Música nova e tipos desconhecidos, a serem explorados. A qualidade do costume. Fiquem na paz com #31
Cliquem play e sentem-se no Sótão...
Entrei a 16', a perguntar-me: aonde ando a procurar música? Eu que me achava bastante talentoso nessa arte de descobrir... mas... mas "The Free Food Tape", lançado em Abril de 15', só me chega em 16'??? Mas que merda é esta?! Desiludido comigo próprio... Bem siga, que se foda! Slow J, nome que me chegou como produtor de "Espelho" de NBC, é o homem por trás deste EP de 7 faixas. Corrijo: 7 fantásticas faixas. Batida... letra... top!
Slow J - Comida
Em todo o EP é possível perceber o cuidado nos detalhes que constroem uma sonoridade com marca bem definida... a produção magnificamente polida e voz carregada no tom certo cuspindo os versos com toda a alma. Na verdade, o facto de padecer de ligeiros sintomas de OCD, faz-me sentir o estalinho que estala fora do tempo na "Tinta da Raiz"... é como se estalasse dentro de mim. Pele em modo galinha no segundo 0:32-0:33 de "Portus Calle" em que a batida entra e me leva pra esse infinito... O infinito que busco para o meu Sótão, que tem novo inquilino: Slow J. Nessa prateleira de lado fica "Comida", à qual ainda não tenho adjectivos para lhe atirar...
Do Sótão pró infinito, levando comigo Slow J e a sua "The Free Food Tape". Para os que ficaram com fome, aí ficam as minhas favoritas:
Yo! "We rap from dungeons to rooftops". Este beatmaker alemão é uma das surpresas do final de ano. Lançado à pouco tempo, o álbum "Speakthru" é obra de mestria! A sonoridade de marca de FloFilz é vincada e não podia deixar de ser apreciada no Sótão. De facto, pertence aqui. Uma mistura de jazz com hip hop que suaviza qualquer dia menos bom. Uma paz, agora que começou a tocar...
FloFilz - Rooftops (Metronom LP - 2014)
"Speakthru" é sucessor de "Metronom", o primeiro LP do jovem germânico que se baseia em receitas semelhantes... e bem, diga-se já. Difícil escolher o meu preferido, ambos cheios dessa suavidade essencial, da qualidade e da profundidade em jeito de "imunização racional", como diria Tim Maia. Talvez a grande diferença de um para outro seja mesmo a reputação de FloFilz, que cresce para o segundo álbum. Colaborações fortíssimas para um pequeno, independente artista europeu.
Fiquem na paz... entre o jazz e o hip hop de FloFilz.
"From dungeons to rooftops"
A #29 é feita para passar debaixo da chuva citadina... hip hop na dose certa de 6 faixas. 6 faixas infinitamente boas. Todas novas, com excepção do clássico "The Blast". Talib Kweli e Hi-Tek a fazerem a aparição neste Sótão. O resto surpreende...
"Isto é o hip hop que juro ser crente..."
E apareceu a oportunidade de falar de dois dos tipos que mais idolatro! Por estarem já num nível de estrelato tal, nunca aqui apareceram... Pá, sabes, aqui o Sótão é mais das cenas pouco conhecidas... Mas há uns dias foi lançado um EP especial - pouco comercializado, lá está - com duas músicas com o mesmo nome: "Black Friday". Kendrick Lamar em cima de J. Cole, J. Cole em cima de Kendrick Lamar. Não poderia estar melhor...
Eu que não sou muito fã destas cenas, tenho de admitir que as duas faixas arrasam!
Kendrick a rapar em cima de "Tales of 2 Cities" do álbum de 2014 de Cole, "Forest Hills Drive". Cole a rapar em cima de "Alright" do álbum de 2015 de Kendrick, "To Pimp a Butterfly". Dois dos álbuns que mais rodaram aqui no último par de anos. E mais não digo, porque já é sexta feira!
Estes vieram do infinito pró Sótão...