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Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

Filtering by Category: Hip Hop

JUJU ROGERS & BLUESTAEB - GET LOST

Francisco Espregueira

"Today is a day that leaves you lost in the light of yesterday's election which essentially is a continuation of a global trend of racist, sexist and homophobic populism from the US to the Philippines. The whole problem is very complex but all of these populist idiots benefit from a huge part of the people not caring and they rather 'get lost'. JuJu Rogers drops some jewels - fuck (!) diamonds - over a Bluestaeb beat for those who think their voice doesn't matter. Their album 'Lost In Translation' drops in December."

PS: e amanhã sai o derradeiro álbum dos ATCQ, os olhos carregam-se de lágrimas. "We Got It from Here... Thank You 4 Your Service"

NXWORRIES : "YES LAWD!"

Francisco Espregueira

21 de Outubro. Tinha esta data marcada no calendário. Depois de "Suede", que já tem uns dois anos, depois de "Link Up", depois de "Lyk Dis" e depois de "Get Bigger" a expectativa só podia ser o maior inimigo de "Yes Lawd!". Mas os NxWorries, compostos por Anderson .Paak e Knxwledge, derrotam tudo...

NxWorries - "Best One"

Editado pela Stones Throw Records - a editora perfeita para este projecto - "Yes Lawd!" é uma peça que mistura na perfeição as raízes da música afro-americana. Há muita soul, muito funk, muito jazz, muito hip hop, muita atitude! Aliás a viagem pelo álbum é isso mesmo. Há momentos que fazem lembrar os anos 60'/70' da música negra, outros com samples bem funky e batidas na onda R&B/Hip Hop... Isso tudo conduzido por Knxwledge. É ele que guia este Chevrolet descapotável.

No lugar de passageiro, Anderson Paak. Qual super-herói! Na sua atitude pavoneadora, sem papas na língua... uma espécie de James Brown dos dias de hoje. Nastier, meaner e sexier. Dirige-se ao mulherio: magoando-as ou sendo magoado por elas. Encantado, ajustado, enojado, desapontado, apaixonado por elas. Chamando-lhes de amores e de putas. Prometendo não trair e traindo. Capaz de as endeusar para depois as reduzir a pó na faixa seguinte. Paak é Paak e quando ele te chama bitch é porque és a bitch dele...

Espero ansiosamente pelo momento em que tenha este vinil nas mãos. Não haverá melhor coisa durante uns tempos do que chegar ao Sótão de noite, segurá-los nas mãos, e pô-lo a tocar... sentar-me e deixá-lo. Amei isto à primeira vista, assim como amei a "Suede" cinco segundo após o play. Para a coleção especial do Sótão: "YES LAWD!"

NOTAS

Francisco Espregueira

Duas notas muito rápidas.

"What They Do" dos The Roots. O início com a bateria de Questlove e todo o groove que se segue. "Never dooo... what they do, what they do, what they dooo". 1996.

"Love" dos The Globetroddas. O baixo que serve de base à faixa. Ando a murmurar a sua melodia. "The Globbetroddas take your soul a ride". 2004.

The Roots - "What They Do"

The Globetroddas - "Love"

COMMON - "I USED TO LOVE H.E.R."

Francisco Espregueira

Ontem pela noite de novo veio-me à cabeça de como é bonita a letra de "I Used To Love H.E.R." Um clássico incluído num dos principais álbuns da cena hip hop americana dos anos 90' - Resurrection. Common conta a história de uma rapariga que conheceu enquanto puto e por quem eventualmente se apaixonou.  Com o passar dos anos, no entanto, acabaram por se afastar devido às constantes mudanças de persona dessa rapariga.

Não é até ao finalzinho da faixa que Common revela que cuspiu os versos sobre rapariga alguma, mas sobre o hip hop como um todo. Especialmente sobre o hip hop que se tornou orientado para a violência e para o gangstarismo. H.E.R. é mesmo o acrónimo para "Hearing Every Rhyme"... até ao fim.

That she’s just not the same letting all these groupies do her
I see niggas slammin’ her, and taking her to the sewer
But I’ma take her back hoping that the shit stop
Cause who I’m talking ‘bout, y’all, is hip-hop

Common - "I Used To Love H.E.R."

E ontem, de noite, ouvi-a de novo. A seguir três novas faixas que entrarão no próximo álbum de Common: "Black America Again". Os Tiny Desk Concerts da NPR têm-nos trazidos pequenos tesouros ao longo dos últimos anos, este será talvez o mais valioso. Muito especial as palavras de Common. Muito especial a banda. Muito especial o piano de Robert Glasper. Muito especial a voz de Bilal. Muito especial o look da flautista. Muito especial o local. Common é rei na Casa Branca de Obama. Aqui fica:

ISAIAH RASHAD : "THE SUN'S TIRADE"

Francisco Espregueira

"The Sun's Tirade" é o primeiro álbum, digno desse nome, da nova coqueluche da Top Dawg Entertainment, coletividade à qual pertence o monstruoso Kendrick Lamar assim como outro tipo de gente bem talentosa. Isaiah Rashad, ou Zay como é tratado pelos seus próximos, já andava debaixo do meu radar há uns anos (desde Warm Winds) mas não estava - nem de perto nem de longe - nas minha prioridades de música diária. Com "The Sun's Tirade", o caso muda de figura.

Fiquei mesmo bastante surpreendido com o álbum. Zay tem aqui algo realmente bom... some real chill shit, bro. Depois de duas semanas, estou convencido que o momento em que a hook da "Free Lunch" acaba e entram os versos, é das coisas mais bonitas que existem por aí. E a cena é que o álbum está cheinho desses momentos, desses detalhes muito bem conseguidos. Titty and Dolla com os assobios vindos do Faroeste, por exemplo... 

Lanço para aqui "The Sun's Tirade", onde Isaiah Rashad encontra a sua própria voz. Uma voz cheia de tensões e contradições causadas por um ciclo de auto-destruição e de auto-descoberta.

NXWORRIES - LYK DIS

Francisco Espregueira

Don't want your heart, don't want your love
I want the head, I want the tongue
Who put the pussy in the coffin?
Then make it rise to god above
You would be down on all occasions
I fuck the sense up out your bank
Don't call me common, call me Crazy
No need to thank me, yours for the taking

NxWorries - "Lyk Dis" (Anderson .Paak & Knxwledge)

THROWBACK #8

Francisco Espregueira

Neste verão acabaram por ser três as vezes em que me pus a vêr o mais recente filme de Richard Linklater, "Everybody Wants Some". A sequela espiritual de "Dazed and Confused" (1993), é realmente um filme cheio de momentos que me divertem, correndo por entre o enredo que é simples mas significante. Uma das cenas que sem dúvida deixa marca é a que Jake, Finn, Roper, Plummer e Dale saem de carro para dar uma volta pelo campus universitário e mirar umas garinas.

O hip hop aparecia em 1980 na forma de "Rapper's Delight" dos Sugar Hill Gang, o primeiro hit do género! Todos já fizemos coisas do género: ir no carro a cantar parvamente em grupo... e talvez seja por isso que o filme tenha ficado tão bom. Identificamo-nos. Ao nível de outra cena de "Dazed and Confused" que fica para a posteridade... Matthew McConaughey, no papel de Wooderson, está simplesmente sublime!

A versão original de "Rapper's Delight" chega aos 15 minutos de música (!), com um sample dourado da "Good Times" dos Chic. Uma faixa lendária, que ficou enraizada na cultura ocidental. Pela mesma altura, seguindo os caminhos abertos pelos Sugar Hill para o hip hop no cenário dos anos 80', os Funky 4+1 fazem a aparição para deixar outra faixa na categoria das lendas. "That's the Joint", originalmente com 9 minutos... e com o sample maravilhoso de "Rescue Me".

"I gotta bang bang the boogie to the boogie"

The Sugar Hill Gang - "Rapper's Delight" (1980)

Funky 4+1 - "That's The Joint" (1980)

NONAME : "TELEFONE"

Francisco Espregueira

Se tivesse uma mesa onde pôr o correio recebido no último mês, essa estaria cheia de cartas promissoras por abrir. Foram sendo lançados projetos muito interessantes e um deles é sem dúvida "Telefone" de Noname. Conhecia há uns anos atrás como Noname Gypsy através da sua participação no álbum "Acid Rap" de Chance The Rapper. Mais precisamente na "Lost", uma música tão doce e amorosa que me traz memórias, hoje, tão difíceis.

"Telefone" é o primeiro projeto a solo, com fidelidade ao seu estilo de cuspir palavras (muito semelhante ao de Chance). As melodias repletas de melancolia captaram a minha atenção a partir do momento em que carreguei no play, imbuído na meia-luz do Sótão. Seduzido pela menina que docilmente conta histórias com uma caveira pousada na cabeça, Noname é para seguir.

ps: "Reality Check" (ft. Eryn Allen Kane & Akenya) é tão linda...

N' O SÓTÃO: NOTAS DE SAMBA

Francisco Espregueira

Slowaves, beats, life.

De regresso ao Sótão mais de um mês depois. Sem acesso a redes, fui ouvindo arquivos e arquivos de música guardados no meu clássico iPod, sempre presente e fiel a todos os passos que dou. Esteja onde estiver.

Chegado e tropicalizado. Descruzado pela mentalidade de viagem agora regressada à vida normal. Felizmente tenho este Sótão para subir e saborear um mês de Agosto que já passou. Na companhia da música mais caraterística que se ouve por aqui, convido-vos a sentarem e a chilarem comigo. Aí está Hip Hop com ondas quentes.

Convido também o tempo a parar. Do Sótão pró infinito.

COOKIN SOUL

Francisco Espregueira

A dupla espanhola composta por Big Size & Zock constitui um dos projetos que o Sótão tem seguido com mais atenção. E entusiasmo! Cookin Soul é um nome auto explicativo... Os dois produtores caracterizam-se por cozinhar batidas cheias de flow... de alma! Estes petiscos têm sido servidos com diversas vozes do rap a apimentarem a cena! Uma colaboração habitual - com MC Melodee - foi a pedra de toque para me sentar esta noite e revisitar tudo o que tenho com o dedo destes senhores!

E este post é isso mesmo. Uma revisita de arquivos. Houve alturas nos anos anteriores que ouvi vezes sem conta umas dessas faixas aí em baixo... Misturo-as com coisas mais recentes, especialmente as que metem a língua espanhola bem apurada a desbravar headphones acima... a testosterona sobe... e cerro os dentes! Guna!

FREDFADES & EIKREM

Francisco Espregueira

Dois tipos Noruegueses. Fredfades nas batidas, Eikrem na trompete. A crew da Mutual Intentions é fortíssima... uma colectividade de artistas baseada em Oslo que anda a invadir este Sótão! Ivan Ave e Yogisoul são dois dos elementos que já tive o prazer de recomendar! Mas eu sou um dealer que respeita o fornecedor... Pessoal da Mutual Intentions será sempre bem-vindo.

Fredfades anda aí a fazer-se como um dos mais genuínos produtores jazzy, juntando-se ao talento do trompetista Kristoffer Eikrem para lançar em Outubro passado o projeto "Jazz Cats". As sonoridades complementam-se... misturam-se gentilmente neste formato... os ritmos de Fredfades e a suavidade da melodia imposta por Eikrem.

"Jazz Cats" é daquelas peças que recomendo ser ouvida do início ao fim. Sem interrupção. A lista aí em baixo é um género de nota introdutória. Um cheirinho para vos convecer a vir a este link aqui e começar na "Intro"!

Assim como um farmacêutico, sou um tratado em posologias. Peço desde já desculpa por isso.

ABJO : #VIBRA

Francisco Espregueira

Julho começa com um dos rapazes da Soulection a lançar calor em forma de música... "#VIBRA" do americano AbJo é o seguimento, quase dois anos depois, de "Vibração Comigo (Vibe With Me)". A sequela é novamente um tributo a todo o tipo de vibrações latinas!

A misturada de sons que vai p'ra aqui casa perfeito com a tropicalidade que este Sótão solta. O beat do Hip Hop misturado com sol e chuva. Os samples de baile funk, os samples de Fela Kuti... estou rendido. E tu, que vieste aqui ter ao meu Sótão, que isto te faça vibrar como me fez a mim...
 

Fellow vibers, you may now completely, absolutely, infinitely, vibe out...
— AbJo

AWON & PHONIKS

Francisco Espregueira

Conexão Julho 2013 - Outubro 2015. Mais de dois anos separam dois álbuns desta dupla de americanos, conquistadora do nosso lado do Atlântico. Fora das cenas mais da 'moda', Awon & Phoniks são descendentes de uma linha de slowbeats, bem old school, da qual o expoente máximo é Jay Dee. Já aqui falei várias vezes de Dilla mas nunca é demais realçar que ele inventou a música que me move! São tantas as ramificações de estilos e tantos os artistas diferentes que surgiram... Awon & Phoniks são mais dois fiéis depositários.

Enquanto que o álbum de estreia , "Return To The Golden Era" é uma espécie de throwback para os 90', com letras sobre os teen's atribulados de Awon, o segundo LP - "Knowledge of Self" - é a definitiva afirmação do duo, mantendo a sua assinatura musical mas refinando batidas e letras. Aqui, Awon fala a partir do presente, virando-se para a juventude e abordando diversas situações que afetam a sociedade nos dias de hoje. Tópicos relevantes sem perder o groove, esse poder sobrenatural que flui no Sótão neste momento. 100% natural, sem conservantes.

Awon & Phoniks apresentam os seus argumentos, atirando para cima da mesa dois dos melhores LP's da vibe hip hop dos últimos anos. A lista mete faixas de ambos, especialmente selecionadas para quem ama hip hop verdadeiro! ✌