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Webmagazine and record label on underground house music & contemporary jazz. We're about music released by independent artists and labels.

Content

Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

playlist #98

Francisco Espregueira

A lista #98 é pródiga nas novidades de alguns dos artistas favoritos do sótão. Nas ondas do hip hop e dos tons jazzísticos, o alemão Bluestaeb abre com "Mind", o primeiro gostinho do novo álbum "Everything Is Always a Process", que será lançado para o final deste ano na editora e tastemaker Jakarta Records.

Depois da aclamação em torno de "Autumn Turned Winter", Psalm//Trees anuncia novo projeto que está para chegar em breve - "Sunrise" é uma peça especial de música instrumental. Um dos principais nomes deste género, FloFilz, junta-se colaborando com Psalm//Trees numa novíssima faixa que decompõe jazz e hip hop em momentos deliciosos. O remix de "079" dos britânicos Summers Sons segue nos mesmos tons. FloFilz é dono de marca registada.

CoryaYo tem em "Ra" um álbum que vai sendo descoberto aos poucos no sótão - "Sky High" é espiritual. "Fugazzi" de Kazam segue-lhe com uma onda dificil de deter, antecedendo "breakaway" do japonês bugseed e a reintrepretação a cargo de OTESLA. "Somehow Someway" dos Organized Konfusion leva com as doses certas de batidas e trompetes para nos relembrar da sua magia.

lou fresco & la base: "codes"

Francisco Espregueira

O coletivo La Base, pertencente à editora CominTru Records, junta-se ao lendário rapper venezuelano Lil Supa (aka Lou Fresco) durante uma viagem pela América Latina. O resultado é o EP "Codes", e quatro faixas que homeanegeiam a Golden Era do hip hop. A primeira, com a colaboração de Prince Waly, é de assinatura.

O jazz samplado une-se a palavras fortes originárias das cicatrizes dos seus intérpretes. Ao longo das quatro que o compõem, "Codes", chega-nos em dois idiomas: no francês dos La Base e no espanhol latino-americano de Lou Fresco. E porque o flow é universal, torna fácil o sentimento de mão na consciência enquanto toca nas colunas do sótão. Em baixo segue a edição disponível na editora global Vinyl Digital - formato físico para colecionadores. Os instrumentais são um bónus para os apreciadores de boas batidas, com qualidade nos seus detalhes.

blair sound design: "console humidity"

Francisco Espregueira

Em Fevereiro e com o invulgar "Console Humidity", Blair Sound Design - aka Kyle Lyon - emerge na floresta musica eletrónica da Lobster Theremin com todos os filtros de latão e todos os cobertores de 16-bits a rebentar. Tirando inspiração do final da década de '80 e início da de '90 - e talvez de uma vida dedicada a jogar Game Boy Classic - "Console Humidity" mostra-nos um produtor em grande forma, trilhando um caminho com sons inconfundíveis.

As influências passam muito pelo Detroit House, pelo Boogie, Miami Bass's e universos lo-fi das músicas de consolas. A diversão no saudosismo de sons que são familiares invadirá as pistas de danças mais loucas. Destaque para o ambiente criado pelas teclas hipnotizantes de "Startup Tool", a abrir, e para o pandemónio bizarro e cómico de "Overheated", a fechar. "Console Humidity" é um salto para superficies de dimensões desconhecidas e estranhas mas incrivelmente apelativas a uma geração.

playlist #97

Francisco Espregueira

Inspirada nos trabalhos de Henry Wu (aka Kamaal Williams, de Yussef Kamaal), segue uma lista com sabor intenso a Londres. Colaborador de Wu, K15 tem um longo hino para noites de dança - "Story of Her Life" levanta o pó. O remix de Blakai de "Smoke It", originalmente do produtor Mark Force, dá-lhe seguimento.

"Skippy" dos Blue Lab Beats conta com o piano de Joe Armon-Jones e com outros feelings. Scissorwork anda a preparar algo - "love is blind" é um prenúncio do que está para vir. Por fim, Blair Sound Design é novidade. O EP "Console Humidity", lançado pela Lobster Theremin tem sonoridades únicas e surpreendentes.

Mas o início está destinado a Henry Wu. Vou uns anos atrás para escutar "Just Negotiate" e duas do EP "Good Morning Peckham". Influenciador.

nicholas & nikki-o: "sound of earth"

Francisco Espregueira

A editora inglesa Shall Not Fade introduz-nos "Sound Of Earth" para apreciações noturnas. Uma das melhores exportações de música house italiana, Nicholas une-se à lendária vocalista Nikki-O para criar este saboroso EP. Nele, Nicholas serve quatro jams de house de assinatura suave. As quentes palavras de Nikki-O - que anteriormente trabalhou com Moodymann - fluem por entre percurssões perfeitas. A sua voz é inconfundível.

No lado A "Ancient Future" e "Jazz Intermission" educam-nos através de sonoridades. No lado B, com Nikki-O, "Sound of Earth" fá-lo a níveis extra-sensoriais.  Disponível em formato vinil e digital.

I’m Jazz
I’m Jazz

joe corfield: "roach ritual"

Francisco Espregueira

Joe Corfield edita um novo EP, de seu nome "Roach Ritual". Os sons saem das colunas com suavidade... simultaneamente densos na atmosfera sentimental que provocam. Durante o tempo que leva a sua audição atenta, viajamos pela noite através de escolhas instrumentais extremamente cuidadas e ideias musicais sublimes. É ouvindo em repetição que é possível detetar alguns dos melhores pormenores.

Embora seja um pouco curto, "Roach Ritual" é apenas um gostinho do que está por vir mais tarde. Para o fim do ano Joe Corfield lançará um novo álbum completo. Depois desta obra e depois "Phase Shift", no sótão estará mais uma viagem por magnificos instrumentais a cargo do promissor produtor inglês.

onra: "nobody has to know"

Francisco Espregueira

O produtor Onra distinguiu-se na última década como um dos melhores da sua geração, capaz de criar música que nos leva para espaços próprios, sejam reais ou imaginados. Em "Nobody Has To Know", quinto álbum editado pela All City Records, o versátil produtor francês cria música que reflete sobre os vários aspectos de uma relação secreta puxando R&B e Future Funk para tocar no tema da atração e da paixão.

A fantasia, a excitação e o perigo de atração fatal são refletidos através das 13 faixas que compõem "Nobody Has To Know". Onra desenvolve de forma habilidosa o estilo que começou a explorar há uma década dando-lhe um toque único, reafirmando sonoridades originais com calor e densidade ideais para escapadas noturnas.

kali uchis - "after the storm"

Francisco Espregueira

Kali Uchis e as suas boas companhias - Tyler, The Creator & Bootsy Collins - tem aquele que é, provavelmente, o som do momento no Sótão. Tanto na versão original, para ouvir no quarto, como no edit de Kartell, para vibrar na pista.

Magnífica produção dos BADBADNOTGOOD...

Ah
Whatever goes around
Eventually comes back to you
So you gotta be careful, baby
And look both ways
Before you cross my mind

brownswood recordings presents: "we out here"

Francisco Espregueira

A Brownswood Recordings, com a curadoria de Gilles Peterson, introduz "We Out Here". Um sumário da nova cena jazzística de Londres, esta nova compilação reúne uma coleção de alguns dos seus talentos mais afiados. Com um conjunto de nove faixas recém-gravadas, "We Out Here" captura momentos em que as etiquetas e o enquadramento em géneros musicais importaram menos que a energia crua que atravessou as sessões. Uma vista de olhos pela ordem dos artistas no álbum, facilmente serve como um exercício de verificação de alguns dos nomes que, vindos de Londres, mais produziram artisticamente nos últimos dois anos. Gravado em três longos e frutíferos dias num estúdio da capital britânica, os resultados falam por si mesmo: uma autêntica janela para o futuro risonho do underground musical de Londres.

O álbum contém algumas das ideias e temas vitais que emanam deste movimento em expansão. Um reflexo de como a música influenciada pelo jazz de Londres alcançou novos espaços. Há uma infinidade de cruzamentos entre cada um destes nomes que "We Out Here" apresenta. Ezra Collective, Nubya Garcia, Joe Armon-Jones, Shabaka Hutchings, são alguns dos preferidos neste sótão. E algo do álbum transmite essa sensação de cooperação mútua e de espírito "do it yourself" sem limites inultrapassáveis. Tudo neste círculo de incrível de talento que a Brownswood Recordings tem a gentileza de nos apresentar. Enjoy!

paso: "limited perception"

Francisco Espregueira

Paso, baseado em Munique, tem vindo a transbordar qualidade na cena house deixando marca com infusões de cultura hip hop nos seus trabalhos. O seu mais recente EP, "Limited Perception", pela FINA Records vem com quatro faixas soberbamente polidas. Nelas, o produtor alemão navega tranquilamente entre a estética do hip hop dos '90 e as vibes do deep house. E antes de passar ao novo trabalho, relembro "Brandschatzer".

overly housy house is house

O lançamento em formato fisíco será em breve. A introdução a "Limited Perception" veio pela mão de "No Matter Where You're From". Em crescente com uma atmosfera nebulosa para os movimentos mais profundos da noite. Na onda dos clap's & kick's. Os outros cuts do EP operam numa vibração semelhante e complementar. "Idocracy" é uma longa e saborosa viagem pelos loops hipnotizantes do deep house com notas conhecidas a surgirem em piano. 

Sem esforço, para disfrutar de mente limpa, "Limited Perceptions" é obra de um produtor que, claramente, está talhado para transmitir bons momentos. A Fina Records retorna com este novo EP de Paso - apresentando tramas de qualidade para as pistas de dança.

shams dinn: "شمس دين"

Francisco Espregueira

O primeiro lançamento da novíssima editora Smiling C vem de eras perdidas. Conectamos com o rapper marroquino Shams Dinn. Aquilo que se iniciou como um esforço para relançar uma só música gravada - "Hedi Bled Noum" - evoluiu para uma compilação com seis faixas inéditas de três momentos distintos da carreira do desconhecido músico.

Cheios de pó, os arquivos de Ben Bouchta Mohammed (Shams Dinn), foram uma autêntica revelação depois de vários meses de buscas. Sonoridades magrebinas reinventadas ao sabor de algo que se assemelha ao B-Side do lendário álbum "Paid In Full" de Eric B & Rakim. Um paraíso musical!

O pacote contém uma manga interna exibindo fotos de Shams Dinn com um estilo supremo e um pequeno bate-papo que a label teve com ele. Para quem gosta de histórias bem contadas

Reconstruídas a partir das fitas originais, todas as faixas são escritas por Ben Bouchta Mohammed. Vale a pena a escuta e, porventura, a compra de uma peça de coleção raríssima. Os previews de todas as faixas seguem aí em baixo.

playlist #96

Francisco Espregueira

"Presure Makes Dimonds" do brilhante Maxwell Owin é um bom início de mais uma playlist d'o sótão. Nova faixa de Freddie Joachim saboreada e seguida de nomes conhecidos por quem surfa pelo soundcloud: ODYSSEE e OTESLA.

Pete Flux & Parental têm um novo álbum nas prateleiras. "Counter" é uma das faixas que serve de intro ao projeto "Infinite Growth". O produtor francês Onra prepara também um release - muito aguardado, diga-se. "Nobody Has To Know" tem data marcada para dia 16 de Fevereiro. Ondas diferentes e com muito fumo... Zock (um dos elementos dos Cookin Soul) fecha, dando seguimento a essas sonoridades. Duas breves faixas retiradas de "Beats and Pieces" - para os aficionados das batidas hip hop.

summers sons: "undertones ep"

Francisco Espregueira

Em ascenção os irmãos Slim (beats) e Turt (rap) lançam o EP "Undertones". Com o nome Summers Sons editam, em perfeita conexão de batidas e palavras, um primeiro projeto em conjunto. Em 6 faixas ensinam sobre jazz.

Keep on, keep loopin’ on, loop it on &on

Pela editora alemã Melting Pot surge o espaço para transmitir soberbos níveis de flow. Slim orquestra os instrumentais no seu estilo que começa a ficar inconfundível. Depois do marcante "Teal", junto de Benaddict e Ella Mae, tem em Turtle o partner in crime perfeito para sonoridades ainda mais elaboradas - com samples e loops de infinita mestria.

"079" conta com a colaboração de Charlie Tappin nas melodias. Seguem-se as palavras da lenda de Gil Scott-Heron a introduzir "Colours". Mr Slipz ajuda na produção da faixa que indica inspirações: "We stay bumpin' through Thelonious and Coltrane". Com rotações consciensiosas o dueto britânico segue a aventura com sons para disfrutar de noites calmas. No baixo de "Thirty Tree", no piano de "Non Semper Erit Aestas".

Faço a ronda pelas ruas de onde vivo. De capuz escuto "Undertones", numa noite fria de inverno.

non = not. semper = always. erit = will. aestas = summer.

kari faux - "gotta know"

Francisco Espregueira

A segunda faixa do EP "Primary" tem a vibe certa. "Gotta Know" de Kari Faux é dos melhores sons a passar no Sótão ultimamente. Em loop.

Never try to be something you’re not
That’s what my granny told me when I was a tater tot
I’m finna follow through on everything I plot
Baby I’m the coolest thing that’s coming out of Little Rock
Except for whoever still flossing, spilling sauce on the sauciest
Tryna keep ground and speaking with myself often
Will I make a million being myself? Ain’t no tellin’
But fuck what they market if ain’t no soul in what they sellin’
So do it for the ones that’s cool as fuck but not cool enough
Used to try to impress them but now I just don’t give a fuck
You’re either damned if you do or damned if you won’t
So you might as well go ahead and just do what you want

notas

Francisco Espregueira

Dois dos mais geniais músicos da cena jazz londrina. Os dois nas teclas.

Kamaal Williams - também conhecido como Henry Wu - aparece a solo com "Catch The Loop". No seguimento do brilhante projeto Yussef Kamaal, juntamente com o baterista Yussef Davies, é acompanhado por outros virtuosos. O seu novo single é uma viagem inter-galáctica.

Com sonoridades mais calmas, nota para "Go See" de Joe Armon-Jones. Depois do aclamado "Idiom" com Maxwell Owin, o pianista britânico é parte de um projeto com vários promissores artistas, editado pela Brownswood Recordings de Gilles Peterson. "We Out Here" sai dia 9 de Fevereiro e introduz, para quem não conhece, elementos da nova cena jazzística de Londres.

minus & mr dolly: "man with a plan"

Francisco Espregueira

"Caminha no espaço em atos do Sun Ra". Assim começa o plano de Minus & MrDolly, que cria em 10 produções uma consistente banda sonora para nos refugiar da rotina e nos levar a dimensões alternativas. A primeira faixa termina com o piano e a trompete em sintonia... sótão fora para quem passe na rua. E "Man With a Plan" segue sem pressas - relembrando sonoridades, versos e instrumentos samplados de vindouros tempos - nessas outras dimensões criadas pela imaginação de Minus & MrDolly.

Assim como os samples, as baterias e teclados são escolhidos a dedo. Nada é deixado ao acaso. Como uma orquestra perfeita, nada sai de tom. Com quebras propositadas e loops - e momentos em que as faixas se desenlaçam do suspense criado por eles. Acendo um cigarro e penso na possiblidade de o autor ter previsto tudo aquilo com antecedência e mestria.

Toca a faixa 9 - "Yugotochill | Burton Sunday". É a penúltima. Enquanto o fumo se vai espalhando pela divisão, fico com sensação de ter caído, de facto, no plano de Minus & MrDolly. Vou ficar para a última, com a expectativa de que traga novamente jazz. Preciso tanto de jazz.

O vinil é editado pela Kids Alone - promissora editora portuense - e está à venda a partir de hoje. 

david bruno: "o último tango em mafamude"

Francisco Espregueira

"O Último Tango em Mafamude" merece ser saboreado por inteiro... Uma carta de amor a Vila Nova de Gaia escrita em 11 faixas por David Bruno, mais conhecido no meio da música de qualidade por dB - através de projetos a solo e como metade do supremo Conjunto Corona - que veste a pele de sedutor local na esperança de sentimentos mútuos por parte da cidade que o viu crescer. O final dramático será marcado por uma revelação e por novos caminhos na vida do autor. De um dos lados das margens do Douro nasce uma das obras mais relevantes no panorama musical português para os anos que se seguem. Uma espécie de "La Revancha del Tango" com sentimentos, guitarras, palavras e referências portuguesas.

O vídeo conta a história através de imagens elucidativas e referentes às decadas de '80 e '90 onde abundância, o “novo-riquismo”, os bons restaurantes, os cafés, os bares, os autarcas populistas, a construção, o crédito fácil e o bem estar da classe média floresciam. A trilha sonora vai tocando acompanhando o sofrimento de David Bruno por um amor não correspondido. 

O LP, peça de colecção imperdível, tem sonoridades surpreendentes: drums de poucas batidas por minuto, arranjos de guitarra e piano sublimes e samples de outros tempos e de outras histórias. O play desvendará um ambiente de reflexão melancólica. O "Último Tango" de David Bruno é um obra de arte.

Mesa para dois hoje é no Carpa,
Passamos no McDrive depois.
Entretanto levo-te ao Oásis,
Suite no Tropicana pós dois.
— in 6. Mesa para dois no Carpa