Contact Us

Use the form on the right to contact us.

You can edit the text in this area, and change where the contact form on the right submits to, by entering edit mode using the modes on the bottom right. 

Rua Álvaro Gomes, 89, 4º Esq
Porto
Portugal

+351916574834

Webmagazine and record label on underground house music & contemporary jazz. We're about music released by independent artists and labels.

Content

Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

NICOLAS JAAR : "NO"

Francisco Espregueira

"No".

"No" é o quarto capítulo de "Sirens", o novo álbum do prodigioso Nicolas Jaar. Conceptual, "Sirens" é um labirinto de sons e palavras divido em seis partes que parecem ter sido escritas por um revolucionário que acaba de baixar as armas e deixar que o mundo lhe passe em frente dos olhos como está. Como não o quer.

"No" é a faixa maestra do àlbum. A única com letra castelhana, cantada ao seu estilo. Naquele sotaque sul-americano... semi-indígena. Saudades de "El Bandido" e de "Mi Mujer" apoderaram-se de mim, mas "No" é diferente. Minimalista, colorida de ritmos latinos. Mais poderosa, mais conscenciosa, mais indígena.

"Ya dijimos No":

"Un día
  De ventana abierta
  Mi vecino vino a verme
  Estaba lleno de desilusión

  Me miró en los ojos
  Y me dijo:

  Ya dijimos No
  Pero el Si está en todo
  Lo de adentro y de afuera
  Lo de lejos y de cerca
  Lo que todos hemos visto
  Y lo que ni siquiera dicen
  Ya dijimos No!

  Y fue ese día
  Que yo me ví
  A mi mismo
  En veinte años

  Y nada cambia
  No nada cambia
  Y nada cambia
  No nada cambia

        Por estos lados.......

  No hay que ver el futuro
  Para saber lo que va a pasar"

PLAYLIST #55

Francisco Espregueira

Novidades em formatos de eletrónica! Muita vibração na pista de dança do Sótão com estas 7. Sempre Ross From Friends a surpreender - o remix de "Loose Woods" é primoroso. Antes, também já por ele mixada anteriormente, "A Kind Of Us" abre a lista e a alma para o que se segue. O novíssimo single do mais "soulful" dos turcos, Kerem Akdag, antes de entrar por cenas mais deep que soam melhor a alta velocidade.

Banda sonora de vida urbana. ✌

COMMON - "I USED TO LOVE H.E.R."

Francisco Espregueira

Ontem pela noite de novo veio-me à cabeça de como é bonita a letra de "I Used To Love H.E.R." Um clássico incluído num dos principais álbuns da cena hip hop americana dos anos 90' - Resurrection. Common conta a história de uma rapariga que conheceu enquanto puto e por quem eventualmente se apaixonou.  Com o passar dos anos, no entanto, acabaram por se afastar devido às constantes mudanças de persona dessa rapariga.

Não é até ao finalzinho da faixa que Common revela que cuspiu os versos sobre rapariga alguma, mas sobre o hip hop como um todo. Especialmente sobre o hip hop que se tornou orientado para a violência e para o gangstarismo. H.E.R. é mesmo o acrónimo para "Hearing Every Rhyme"... até ao fim.

That she’s just not the same letting all these groupies do her
I see niggas slammin’ her, and taking her to the sewer
But I’ma take her back hoping that the shit stop
Cause who I’m talking ‘bout, y’all, is hip-hop

Common - "I Used To Love H.E.R."

E ontem, de noite, ouvi-a de novo. A seguir três novas faixas que entrarão no próximo álbum de Common: "Black America Again". Os Tiny Desk Concerts da NPR têm-nos trazidos pequenos tesouros ao longo dos últimos anos, este será talvez o mais valioso. Muito especial as palavras de Common. Muito especial a banda. Muito especial o piano de Robert Glasper. Muito especial a voz de Bilal. Muito especial o look da flautista. Muito especial o local. Common é rei na Casa Branca de Obama. Aqui fica:

PLAYLIST #54

Francisco Espregueira

Uma mistura de clássicos Hip Hop - bem guardadinhos por estas gavetas - e novos lançamentos de produtores na mesma onda, mas em modo instrumental. 8 faixas para fazer jus a um domingo de relaxe e boas vibes!

DJ Quik, Mad CJ Mac e Big Pun (com uma versão raríssima, tipo demo, da inolvidável "I'm Still Not A Player") a defenderem a velha guarda. Kevatta, Saib, Harris Cole, Karmawin e IAMNOBODI, cheios de valor para demonstrar, envergam a camisola dos "juniores" nesta #48. De LA até Chicago, de Berlim até Casablanca. Amplitude geográfica no Sótão. ✌

ISAIAH RASHAD : "THE SUN'S TIRADE"

Francisco Espregueira

"The Sun's Tirade" é o primeiro álbum, digno desse nome, da nova coqueluche da Top Dawg Entertainment, coletividade à qual pertence o monstruoso Kendrick Lamar assim como outro tipo de gente bem talentosa. Isaiah Rashad, ou Zay como é tratado pelos seus próximos, já andava debaixo do meu radar há uns anos (desde Warm Winds) mas não estava - nem de perto nem de longe - nas minha prioridades de música diária. Com "The Sun's Tirade", o caso muda de figura.

Fiquei mesmo bastante surpreendido com o álbum. Zay tem aqui algo realmente bom... some real chill shit, bro. Depois de duas semanas, estou convencido que o momento em que a hook da "Free Lunch" acaba e entram os versos, é das coisas mais bonitas que existem por aí. E a cena é que o álbum está cheinho desses momentos, desses detalhes muito bem conseguidos. Titty and Dolla com os assobios vindos do Faroeste, por exemplo... 

Lanço para aqui "The Sun's Tirade", onde Isaiah Rashad encontra a sua própria voz. Uma voz cheia de tensões e contradições causadas por um ciclo de auto-destruição e de auto-descoberta.

KAYTRANADA - YOU'RE THE ONE

Francisco Espregueira

"I want you to want me
But you just gonna love me for the day
And I can't just walk away
Even though I know you're trouble babe

So I'mma take my time
Go with the flow, can't get too involved
You got a face that I
Just can't say no to, just can't say no to you"

KAYTRANADA - "You're The One" (feat. Syd)

SORCERESS - TEACUPS

Francisco Espregueira

De terras Neo-Zelandesas chegou-me Sorceress. Um coletivo de quatro que põe as cenas a vibrar em frequências perfeitas para o Sótão. E do Sótão e para a mota e da mota para a bicicleta. E de volta ao Sótão para dar a conhecer esta faixa eletrónica de batidas lentas e repletas de soul. Uma mistura de Fat Freddy's Drop, Electric Wire Hustle com a queen Erykah Badu.

Os Chaos In The CBD, um duo também dos antípodas de Portugal, leva-me até ao paraíso nesta última noite de verão com a reintrepretação que faz de "Teacups". 20 e tal graus e aquela brisa que não engana... uma noite generosa. A meia luz ouve-se melhor.

Sorceress - "Teacups"

Sorceress - "Teacups" (Chaos In The CBD Paradise Mix)

PLAYLIST #53

Francisco Espregueira

Uma longa lista a bater nos 50 minutos de música. Mais ou menos o tempo dos últimos passeios de bicicleta. Ritmos de Deep House concentrados em nomes que se têm afirmado neste contexto nos últimos tempos. Os pós-viagem nunca são fáceis... passeios de bicicleta, música de alto quilate e siga prá frente. A pedalar com estas 8!

SCISSORWORK

Francisco Espregueira

Estalei os dedos quando "urges" entrou com todas as suas particularidades no minuto 1:34. Desde aí fui absorvendo outras para vir aqui escrever sobre scissorwork. Produtor britânico baseado em Bristol, que foi demasiado simpático ao pedir-me para retirar um vídeo entretanto postado por mim no Youtube. Isto porque estará aí a chegar um EP e estes diamantes estão por lapidar - entenda-se, ainda não estão masterizados. Acabou por me enviar faixas que poderão aparecer nesse EP... um privilégio desmerecido por mim.

Colei durante dois dias na "urges", mais dois na "sympathy" e agora é a vez de "except". Entretanto fui ouvindo outras faixas ainda não lançadas e que obviamente não vou revelar! Deixo as que estão a rodar no soundcloud... muito elogiadas na secção dos comentários por nomes já conhecidos da cena do deep house do momento. Bom pretexto para quem vibra nestas rodagens!

E como o baixo a serpentear pelo meio da percurssão esquivo-me para fora de casa... vou pegar na bicla e ir ao céu com scissorwork. Play para curtir muito ✌

NXWORRIES - LYK DIS

Francisco Espregueira

Don't want your heart, don't want your love
I want the head, I want the tongue
Who put the pussy in the coffin?
Then make it rise to god above
You would be down on all occasions
I fuck the sense up out your bank
Don't call me common, call me Crazy
No need to thank me, yours for the taking

NxWorries - "Lyk Dis" (Anderson .Paak & Knxwledge)

PLAYLIST #52

Francisco Espregueira

De volta ao Hip Hop descomprimindo. Só boas vibes. Desde o momento em que a voz corre na "meus olhos", passando por "we gon' sip bacardi like..." e pelos três gigantes Drake, Jay Dee e Sángo. Fechando os olhos em "Loveleen" e esperando pela parte em que Kendrick entra na "Wat's Wrong".

Nota: estava a terminar esta playlist enquanto ouvia umas coisas novas que me chegaram... a expetativa era grande para o som do final do vídeo da "Suede", mas "Lyk Dis" dos NxWorries (projeto do mágico .Paak com Knxwledge) consegue superar qualquer desses prognósticos sonhadores. É a última da lista. Colocada in extremis!

THROWBACK #8

Francisco Espregueira

Neste verão acabaram por ser três as vezes em que me pus a vêr o mais recente filme de Richard Linklater, "Everybody Wants Some". A sequela espiritual de "Dazed and Confused" (1993), é realmente um filme cheio de momentos que me divertem, correndo por entre o enredo que é simples mas significante. Uma das cenas que sem dúvida deixa marca é a que Jake, Finn, Roper, Plummer e Dale saem de carro para dar uma volta pelo campus universitário e mirar umas garinas.

O hip hop aparecia em 1980 na forma de "Rapper's Delight" dos Sugar Hill Gang, o primeiro hit do género! Todos já fizemos coisas do género: ir no carro a cantar parvamente em grupo... e talvez seja por isso que o filme tenha ficado tão bom. Identificamo-nos. Ao nível de outra cena de "Dazed and Confused" que fica para a posteridade... Matthew McConaughey, no papel de Wooderson, está simplesmente sublime!

A versão original de "Rapper's Delight" chega aos 15 minutos de música (!), com um sample dourado da "Good Times" dos Chic. Uma faixa lendária, que ficou enraizada na cultura ocidental. Pela mesma altura, seguindo os caminhos abertos pelos Sugar Hill para o hip hop no cenário dos anos 80', os Funky 4+1 fazem a aparição para deixar outra faixa na categoria das lendas. "That's the Joint", originalmente com 9 minutos... e com o sample maravilhoso de "Rescue Me".

"I gotta bang bang the boogie to the boogie"

The Sugar Hill Gang - "Rapper's Delight" (1980)

Funky 4+1 - "That's The Joint" (1980)

MILD HIGH CLUB

Francisco Espregueira

Entramos em campos diferentes... tem sido mesmo assim por aqui. Do Samba para o Hip Hop, da Eletrónica para um Rock mais alternativo e toda linha de género que defini para o blog co' o cara***. Faço já a minha declaração de interesses: sou fã deste tipo de psicadelia (provavelmente, acabei de inventar esta palavra). Mild High Club anda sempre nesta onda... tipo "Strawberry Fields Forever" dos Beatles, o que me mete num estado de espírito muito próprio em que várias cores me aparecem dos confins da mente. Bom, com isto não quero dizer que me drogo mas ouvir isto é quase a mesma coisa.

O novíssimo álbum "Skiptracing" é uma continuação do seu antecessor "Timeline", lançado por esta altura do ano passado. Sem paragens, com as músicas a misturarem-se umas nas outras, a onda rockada psicadélica vai-se confundindo com sonoridades plenamente melancólicas. A voz de Alexander Brettin, o único homem por detrás deste projeto, entra-me pelos ouvidos e sinto-me bem.

A lista junta faixas dos dois álbuns, editados pela creche de talentos, a Stones Throw Records. O play é bastante desejável.

PLAYLIST #51

Francisco Espregueira

A transição para outra semana, desta vez ao som do mais profundo house. Depois de uma playlist que celebra o que está para trás, esta talvez celebre o que está para frente... as sonoridades deste género começam a superar-se neste Sótão!

Como é hábito, esta está nocturna. Brilha no escuro, nos momentos pré-cama de relaxe e reflexão. A beber uma mini e a fumar um cigarro.