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Webmagazine and record label on underground house music & contemporary jazz. We're about music released by independent artists and labels.

Content

Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

BLAZO

Francisco Espregueira

Ora... o que é que eu sei sobre este gajo?? Nada de especial, a música fala por ele, né? E basta! Directamente de Cracóvia, a ecoar nas paredes escuras e cheias de coisas escritas a giz colorido, aqui no Sótão... Jazzy Hip Hop, como bem gosto, com calma e flow.

Dois dos seus álbuns chamados "Colors of Jazz" são isso mesmo. Blazo dá cores às músicas consoante aquilo que transmitem ao ouvinte. A primeira do primeiro álbum da colecção (ano 11'), "Natural Green" é a primeira da playlist de 3, para vos introduzir (a quem não conhece claro) a este talentoso produtor, influenciado pelo eterno japonês Nujabes claramente, especialmente em dois álbuns - "Alone Journey" & "Reflections"

Com colaborações muito boas juntando nomes como CL, Nieve e os 49'ers à sua magia, Blazo faz em cada álbum belas homenagens ao hip hop... Talento aparece mas a imagem esconde-se, de qualquer forma, aqui, no Sótão apontamos a luz para este tipo de gajos! 

Do Sótão pró infinito... 1, 2, 3 - play!

PLAYLIST #8

Francisco Espregueira

Fuck that, Get Down!

 

Música para empurrar para cima estas nuvens. A #8 vem com seis cheias de power... Batida Hip Hop para rolar em pista de dança. E é com flow flow flow que mando esta pró infinito!

Bom fim-de-semana gente, essa é para quebrar fácil!

JAY PRINCE

Francisco Espregueira

Para mim um dos nomes do momento na cena Hip Hop a acontecer diariamente no Soundcloud! O álbum "BeFor Our Time" muito recente, tem 9 músicas. Jay Prince consegue impressionar em todas elas. Muito chill, suavidade... e nostalgia. Vai buscar coisas ao 90' mas é um artista do Hip Hop actual, sem dúvida.

Traz nos isso e mais: complexidade poética e muitíssimo flow... flow, flow! Este projecto, segundo o próprio é sobre Verdade, Amor e Paixão e o título tem 2 significados: "BeFor Our Time" é um álbum actual, for our time peeps, de convite à união e celebração, de convite a estender esta mini que seguro e dar um gole convosco; é também um álbum cheio de reflexões e experiências muito pessoais do gajo, before our time, é uma história de um puto a crescer nos 90' em Londres.

Um dos álbuns de 15' para já.

De Londres pró infinito. E do Sótão pró infinito.

I ain’t the same these day, you ain’t wrong
After the trip
I know the world keeps turnin’
Oh Lord I pray I never stop learnin’
— The Trip (feat. Fabienne), Jay Prince

PLAYLIST #7

Francisco Espregueira

7ªa edição da playlist do Sótão. Coisas noivas como é hábitual, sempre a dar! Tudo hip e hop.

Bom fim-de-semana a todos, aí estão 6 para ir ouvindo.

Vem Vem, do Sótão pró infinito... 

GOLDLINK

Francisco Espregueira

GoldLink - Sober Thoughts

Já tinha referenciado a "Sober Thoughts" como um dos sons de 2014, agora favor fazer clique aí nesse botão e ver o novo clip... ai ai ai.

Já aqui tinha cheirado GoldLink quando falei do Kaytranada, que produziu algumas das suas músicas (além da Sober Thoughts) no fantástico "The God Complex", mas agora chegou a hora de virar o foco para este menino d' ouro. Ninguém sabe muito bem quem ele é, o próprio não se promove em demasia, mas apesar disso tem o dom de se associar aos produtores/artistas certos!

Yeah, we fuck today
We fight tomorrow then we fuck again
I fuck her homie, she found out
And she fuck my man
Then I hit her and I tell her she a piece of shit
Then she call the cops and say
”You always make me sick”
Then we fuck again, we make it up
And then we’re back to where we used to be
And usually, it takes like two or three
Sometimes it last a week
Then we fight again, then I fuck her friend
This cycle never ends...
— Sober Thoughts

"Future Bounce" é assim que define o seu estilo. Eu gosto! Nas letras é agressivo, sem papas na língua, diz o que tem a dizer sem se importar grande coisa no calão que utiliza. Diferente na entoação que utiliza. Agressivo mas incrível. O grande sucesso de "The God Complex" catapultou-o para grandes colaborações... "I wanted to be an austronaut when I was younger... So I can fly awaaaay" canta na "On You" com Chet Faker.

A maneira como entra no seu Edit da "On&On" dos Snakeships não tem preço e diz aquilo que é preciso dizer sobre GoldLink... é a matar! Saiam da frente, ele não vai deixar nadinha para os outros... nem pensar! É tudo dele!

Mas a primeira é masé um ganda hit... "Bedtime Story" Ui! Top! Tão forte que dói... A última é nova e é para acelerar, talvez em direcção ao meu sótão... "Beep Beep"

Pró infinito com GoldLink, por favor...

GIL SCOTT-HERON (Reinventado)

Francisco Espregueira

Gil Scott-Heron é mítico. Aquela voz é absolutamente inconfundivel. Não dá para discutir isso. Ponto Final. Hoje voltou ao meu radar, através das mãos de produtores de música eletrónica, a magia que impõe na sua música. Antes de lançar aí a playlist, e como grande apreciador de Hip Hop, preciso de dizer que é por artistas como Scott-Heron, e a sua visionária fusão do blues, do jazz, do funk e do soul, abordando temas sociais e políticos que diziam respeito à comunidade Afro-Americana, que o movimento Hip Hop/Rap surgiu. Obrigado.

A primeira da lista é de Jamie xx, uma das caras dos The xx, que foi convidado a remixar o 13º e último álbum de Gil Scott-Heron, "I'm New Here". Como não poderia deixar de ser o álbum de reinvenções chama-se "We're New Here". Muito interessante.

Reverend P. continua a lista. "...the thoughts of isolation, ain't no sunshine underground / It's like workin' in a graveyard, three miles down..." Fecho os olhos e espero pelo "tuturutu".

Mas há um momento na terceira... espero por ele ansiosamente todas as vezes. O que Florian Rietze faz, é tão simples como mágico: baixo/batida saem e baixo/batida entram. E quando ouço aquele "...losing our minds..." também eu me perco.

Este já está no infinito. Mítico. "The Revolution Will Not Be Televised"

MELLOWMASWELL

Francisco Espregueira

Apenas 1000 seguidores no Soundcloud, muito desconhecido mas muita qualidade. Este produtor está escondido e se calhar nunca vai deixar de o estar mas aqui no Sótão tenho que lhe prestar a minha devida homenagem e partilhar alguns dos seus sons... Na Playlist #5 da semana pus a rodar o seu remix do clássico "I Confess" de Bahamadia

Acabei por descobrir este gajo através de uma das mix's mensais que começou a lançar recentemente chamadas "Mellow Minded". As influências notórias na sua música, são de muita qualidade e daí a ouvir o que produz por conta própria  foi um tirinho, certo?

Não há muito a dizer sobre MellowMaswell, ele próprio não nos dá informação sobre muito mais... Aquilo que dá impressão é que estamos perante um gajo com muito talento mas que procura o seu nicho no mundo da música, viajando entre o Hip Hop, o Trip Hop e a Eletrónica. Eu, como é hábito, sento-me, ouço e espero ansiosamente por mais. A "Emerge" tem dois dias de idade... prodigiosa.

Cheers.

KISTA&GLAD2MECHA

Francisco Espregueira

Depois de um tempo a resolver problemas técnicos do Sótão, volto com Hip-Hop muito underground.... Estes são difíceis de encontrar, mesmo. Kista&Glad2Mecha. Kista, produtor inglês e Glad2Mecha, rapper do Arizona, juntam-se e trazem o groove que este sótão precisava. O LP "Collecting Dust", apesar de 2014, está cheio daquele ambiente que o hip-hop dos 90' nos trouxeram...

No fim de 2013 os dois juntaram-se e começaram longas conversas sobres as influências de cada um, como os álbuns com que cresceram e essa busca por pontos em comum acabou por se transformar numa procura conjunta pelo som que ambos queriam criar. Eventualmente os rascunhos de "Collecting Dust" nasceram...

É um daqueles álbuns que nos faz meter play na primeira música e desligar as colunas quando acaba, valendo sempre a pena revisitá-lo. Batidas bem polidas, letras que nos fazem pensar e uma alma que nos faz deslizar para outra dimensão. Podemos imaginar as horas e horas gastas por Kista à procura dos beat's perfeitos entre discos velhos e poeirentos, enquanto Glad2Mecha enchia as suas noites longas de palavras escritas a partir de Phoenix.

Curtam aí.

produced by Kista / lyrics by Glad2Mecha

GABRIEL GARZÓN-MONTANO

Francisco Espregueira

Não quero parecer convencido, mas se só agora estão a dar de caras com Gabriel Garzón-Montano, tenho impressão que andaram a perder tempo... "Bishouné: Alma del Huilla", o seu único lançamento, datado do ano passado, enche as paredes do Sótão de calor e intimidade.  6 músicas inteiramente escritas, tocadas e produzidas por este Nova-Iorquino de ascendências francesas e espanholas.

Quando falo deste EP não posso deixar de sublinhar que na minha opinião é um 10/10! Da música 1 à 6, sem excepção. É uma espécie de soul experimental que tem muita "latinidade",  usando e abusando do talento vocal de Gabriel e trazendo à tona muito flow. Está fortíssimo! A primeira que salta à vista é "Everything is Everything", pelo menos foi aquela que me introduziu, e acredito que seja aquela que deva ser ouvida primeiro... depois é deixarem-se cair no seu talento puro. Genial.

Gabriel Garzón-Montano - Everything is Everything

Deixo essa de duas maneiras: um raro vídeo de uma sessão muito simples mas carregada de soul e a original do álbum onde os coros são............. As outras duas são escolhas pessoais, mas como disse esta é uma colecção que vale a pena ser ouvida do início ao fim sem pausas.

Este é sem dúvida um dos artistas a ter debaixo de olho no futuro, e o lugar perfeito para o ouvir é aqui, no Sótão, numa noite fria como esta, mas aquecida a chá e a Lucky Strikes... To be continued.

PETE ROCK

Francisco Espregueira

As influências são tramadas... quando menos esperas elas voltam tomam controlo. Quando ouvi a primeira vez o álbum "Center of Attention" percebi que me ia influenciar fortemente... talvez não naquele momento mas mais tarde ou mais cedo. Havia lá qualquer coisa... As produções, todas de Pete Rock, com as rimas dos INI, casamento perfeito. Álbum perfeito!

Pete Rock & InI - Step Up

A história deste álbum espanta-me... Gravado em 1995 nunca foi lançado até 2003, o que captou a atenção da cena underground americana que recebeu esta colecção como um clássico... Underground Classic! Guardado em gavetas, à espera que alguém visse nele a imensa beleza que dentro contém.

Pete Rock é, sem dúvida nenhuma, uma das melhores cenas a que vos posso introduzir, no caso de não conhecerem. Portanto eu proponho o seguinte: voçês sentam-se aí, coloco o disco a tocar e abro umas minis geladas... enquanto ouvimos... blá, blá, blá. Esse blá, blá, blá é importante. É dele que nos alimentamos que nos influenciamos uns aos outros. Estão, então, três gavetas aí espalhadas no post. Dentro de cada uma delas, um clássico underground de hip hop puro americano que costuma correr aqui nas colunas do Sótão.

Cheers

Pete Rock & InI - Think Twice

Pete Rock & InI - Microphonist Wanderlust

JORDAN RAKEI

Francisco Espregueira

Jordan Rakei, já não é um nome totalmente novo para muita gente. Dei por mim a gostar muito da sua voz (parecida com a de Joe Dukie dos Fat Freddy's Drop, banda que adoro) e das suas produções quando as ouvi pela primeira vez. E percebi também que não sou único, pois muitos dos artistas que sigo com atenção procuram colaborações com este prodígio Australiano. Entre eles FKJ, Tom Misch, que já fui falando aqui.

 

Defino o seu estilo como neo-soul. A voz surge com grande boa vibe, muito característica. E é no Soundcloud, assim como tantos outros que vai largando os seus originais (muito originais), vindos de um quarto ou de um mini-estúdio transformado em quarto. 

É da última música de  "Franklyn's Room", de 13' que retiro o primeiro som para vos convidar a sentar mais uma vez nas velhas poltronas do Sótão. O EP é muito, muito bem conseguido e foi o primeiro passo da jovem carreira deste rapaz. A verdade é que não aceito muito bem como a "Imagine" acaba... fico com imensa água na boca assim que o som se começa a desvanecer, queria mais! Está aí na prateleira de lado, ao vosso dispor. A primeira da playlist (sponsored by Soundcloud) é a também a última da sua mais recente colecção de originais: "Groove Curse".

Outra, solta, é profunda para mim, sem querer entrar em paneleirices... "Hold Her", linda, linda, linda!  Termino com uma dúvida... a que me fez ouvir de novo Jordan Rakei, que surgiu ontem à noite quando estava aqui sentado a curtir umas novas: Jordan Rakei = Frank Liin?? Talvez mas a voz é dele, sem margem para nenhuma dúvida. Tenho a impressão que vou colar em "Cattle Dog". Está aqui acabadinha de sair para o mundo e eu na linha da frente, como gosto.

E mais poderiam ser mas não quero abusar do vosso valioso tempo. O meu vale o que vale e se calhar é aqui onde vale mais. Add The Bassline...

Jordan Rakei - Imagine

PLAYLIST #4

Francisco Espregueira

São 7. Aqui fica a minha selecção deste fim-de-semana, onde apenas escolhi músicas que ouvi pela primeira vez esta semana... menos a última, que ouço vezes e vezes sem conta! Ficam com muito sangue novo depois disto, transfusão musical!

Tenham uma semana em grande.

Do Sótão pr'ó infinito...

LITTLE SIMZ

Francisco Espregueira

From the North Side of London till' Infinity. 20 anos. Vou directo ao assunto, pois já é tarde no Sótão e as lentes de contacto já colam nos olhos. Como elas, fico colado a tentar acompanhar a pedalada das rimas introspectivas de Little Simz.. .muita potência. Deep. Recentemente voltou à minha atenção com a colaboração "Space Age". Está tudo isso lá, muito top! Repito, colado.

 

A versão vivo em Maida Vale da "Mandarin Oranges pt. 2" foi o 1º capítulo (não por ordem de lançamento mas por ordem daquilo que tocou primeiro no Sótão) da minha paixão. Parte 2 da colaboração com o colectivo AGO (que já prometi falar aqui), com o mesmo nome. Essa está logo em primeiro na lista. Atenção ao minuto 2:32 - uiiii! Mas há mais, com alguns EP's lançados: três da a série "AGE 101" e dois mais adultos "Black Canvas" e "E.D.G.E." onde residem grandes beats com produções top de gente conhecidae menos conhecida.   

2º capítulo: ouvir "Black Canvas", tela preta onde pinta como quer e lhe apetece. De lá retiro "Subject Matters"... old style influence. Por esta altura também grudei na "Marylin Monroe", violinos e violinos, mas flow pr'a caraças... Monroe!

O 3º capítulo, e desenlace desta pequena epopeia da Little Simz nas colunas do Sótão, vem do último EP da série "AGE 101", "Frozen" produzido pelo meu favorito IAMNOBODI. É essa que ecoa neste preciso momento aqui. Perfeito momento de paz com o dia a começar para toda a gente mas a acabar para mim. Podem ficar aí à vontade mas eu vou-me deitar a seguir a esta...

Do Sótão pr'ó infinito...

LEE FIELDS & THE EXPRESSIONS

Francisco Espregueira

Let's get back to the Soul! Depois de anos a fazer back vocals para diferentes bandas e artistas Lee Fields renasceu das cinzas a fazer 50 anos de idade na 1ª década dos anos 00' e lentamente foi-se afirmando naquilo que é hoje, um ícone secreto da Soul Music! Lee Fields & The Expressions, a sua banda (que partilha muitos membros com os "Extraordinaires" de Charles Bradley), tem dois álbuns que tocam frequência no gira-discos do Sótão.

"My World" de 09' e "Faithful Men" de 12' dão me vontade de vestir um fato à medida e beber um copo de whisky numa poltrona de couro, noite dentro. Talvez esteja só a imaginar-me como Harvey Specter, o protagonista da série "Suits" que, no fim de mais um dia a solucionar casos jurídicos, se senta no seu escritório a escolher qual o vinil que vai tocar. Em muitos episódios escolhe um destes vinis, às vezes Al Green, Marvin Gaye ou também, Charles Bradley.

"You're The Kind of Girl" é, sem dúvida aquela mais conhecida do público em geral, que se escolher bem a pode ouvir em algumas poucas rádios, como a baseada no Porto, "Rádio Nova". Mas de resto, e toda a gente sabe, nós não temos uma grande cultura de Soul Music em Portugal, e por isso introduzir Lee Fields a quem não o conhece, pode ser também abrir portas para estas sonoridades clássicas mas intemporais.

Deixo duas, o hit "Ladies" de "My World", e outra onde também podem sentir o poder da voz de Fields e dos instrumentais dos "Expressions", esta de "Faithful Men", o meu álbum favorito deste senhor.

Gira discos a tocar e a classe toda do mundo.

Lee Fields - Ladies

Lee Fields - It's All Over (But The Crying)

SÁNGO

Francisco Espregueira

Há um ano acabei por conhecer, nas minhas buscas nocturnas, Sango! Como tantas vezes, fui ao acaso carregar play num dos seus EP's, e fez-se luz! Nunca pensei em gostar da mistura do Hip Hop com o Baile Funk Brasileiro até me deparar com ela. Membro do colectivo "AGO", que falarei aqui noutra altura, Sango é obrigatório, pois faz aquilo que ninguém antes fez! Senhoras e Senhores, apresento-vos hoje um estudo experimental do baile funk.

Sendo sincero, não sei se Sango andou a viajar por entres os bailes funk do Rio, mas é assim que gosto de imaginar... Recolheu influência e trouxe-a para casa, em Seattle, para fazer uma brilhante compilação de músicas. É só pensar numa disco cheia de gente a abanar-se intensamente, aí nos confins do Rio de Janeiro ou Bogotá e o Sango lá no meio a curtir. Shit, tenho que apanhar um avião direitinho para uma dessas!

Um sítio escuro com fumo, muita gente a dançar, olhares de predação... noite fora. Lembranças de tudo em câmara lenta na manhã seguinte.

Mas Da Rocinha 2, foi só o ponto de partida para eu agora me afirmar como fã do gajo e querer partilhar convosco aqui a partir do Sótão, a sua arte. No Soundcloud é já um artista muito na voga e um dos mais seguidos. Qualquer publicação que faça vai ter um público grande a salivar para que o clique no play leve a que a música passe do computador, por entre os fios até às colunas. Eu não sou excepção.

Com produções exclusivas e colaborações, deixo 4, sendo que a última é das melhores cenas que roda neste escuro Sótão. Música pr' aquecer esse frio do caralho! De Mim pra Voçê.

LEON VYNEHALL

Francisco Espregueira

DJ/Produtor do UK, viu em 2014 a sua arte a deixar o mundo da música electrónica de boca aberta. Conhecido desde 2010 no meio das Ilhas Britânicas, deixa-nos com "Music for The Uninvited" sete produções de extrema qualidade. Eu confesso que me deparei com isto talvez demasiado tarde... 

...há uns dias a grindar na net em busca de novos sons tropeçei e caí nos braços de "Be Brave, Clench Fists"... ouro puro, reinventando o clássico de Pepe Bradock "Deep Burnt".

O EP a que me refiro, é resultado de Leon ter a certa altura voltado para casa dos pais onde andou nas gavetas, armários, sótãos a pesquisar a vasta colecção de cassetes de soul e funk dos pais. É assim que se faz... as influências transformadas nesta colecção de 36 minutos de originais. A minha preferida: "Inside The Deku Tree", a música que abre essa mesma colecção.

Como a "It's Just (House Of Dupree)" já vai rodando em muitos bons sítios por esse mundo fora dou atenção às minhas favoritas de Vynehall. Lanço aí na playlist 4 sons... dois do brilhante "Music for The Uninvited" mais outras produções muito bem polidas deste génio britânico!

Enjoy! Para ser consumido sem moderação.

spuoɯɐıp sǝʞɐɯ ǝɹnssǝɹd

PS: Obrigado A. Magalhães.

CHRIS McCLENNEY

Francisco Espregueira

Antes conhecido como MisterMack, Chris McClenney é só mais um dos enormes talentos que é possível encontrar a crescer nas bibliotecas do Soundcloud. A primeira vez que o ouvi foi há uns 5 meses atrás, através de um demo chamado "Live it Up". Fiquei encantado. A influência de Dilla na batida e muito jazz e soul, apesar da voz não ser a predestinada para esse estilo, bastando a entoação e a melodia certa. A coragem na música também conta.

McClenney, tão depressa faz brilhantes composições cheias de profundidade, como a maravilhosa "Some Day My Prince Will Come", como de repente está a saltar para a pista dança com a reinterpretação do clássico de Frankie Beverly, "Before I Let Go". Gosto das duas e, assim, acho que me puxa um empate. É no meio onde está a virtude, diria muita gente que não pensa sobre nada de especial. Aplica-se a este gajo, no entanto.

Há uns dias, e voçês têm sorte em eu estar aqui sempre atento, foi lançado pela SOULECTION, editora americana, o 14º EP da White Label Series e o convidado é Chris! Desta vez com banda a suportar os seus devaneios criativos, o resultado é fortíssimo. Estamos na presença de imenso talento! Aí fica este delicioso EP de 4 musiquinhas, com a intimidade que o género exige. Tune that shit Up!

E é, como habitual, do Sótão pró infinito... Apressem-se no play, Chris McClenney vai lá chegar rápido.

DJ CAM QUARTET

Francisco Espregueira

Laurent Dumail A.K.A. DJ Cam, de 2008 a 2009 editou três álbuns geniais albuns sob o nome de DJ Cam Quartet. Neles o hip hop que costuma trazer para as músicas é invadido pelo jazz e a soul music! Tratam-se de 3 obras primas, as quais recomendo a toda gente, sem excepção! "Stay" em laranja, "Rebirth of Cool" em azul e "Diggin'" em amarelo.

Lembro-me de abrir as gavetas do meu primo, repletas de CD's gravados. Na fila C, estava a discografia de DJ CAM preparada para ser ouvida e herdada por mim. Até que lá chegou o dia e no Sótão ouvia "Rebirth of Cool" que é feita de rascunho a partir da aclamada "Ressurection" do Common. E, eu, renascido, depois de exposição a tal genialidade decidi ouvir o resto! Deixo as minhas duas favoritas. Além da "Rebirth of Cool" posto uma feita a partir do sample da Queen Eykah Badu, "Think Twice"... sublime!

E desta vez deixo o Sótão e vou em direcção às tortuosas e lindas ruas da minha velhinha Foz, à espera daquele momento da música que, apesar de fingir, sei onde está... aquele que quando tocar vai pôr tudo em profunda tranquilidade.

Chilllllll para ouvir e repetir em repetição! Composed, Produced and Conducted by CAM

Rebirth of Cool

Think Twice